Praça Barão do Rio Branco

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Instituída em meados de 1860, seu nome original era Praça da Matriz, alusão à Igreja Matriz, após a Guerra da Tríplice Aliança, ou Guerra do Paraguai que terminou em 1865 com a rendição dos paraguaios, passou a chamar-se Praça da Rendição.

Em 12 de abril de 1870, em sessão realizada pela Câmara Municipal, foi aprovada sua denominação de Praça da Rendição.

Em 1943, quando Uruguaiana completou 100 anos de emancipação política, o intendente (prefeito) Francisco Maria Piquet, ao receber autoridades uruguaias, argentinas e paraguaias, resolveu, por decreto, mudar o nome da praça para não causar constrangimento aos paraguaios, e passou a se chamar Praça Barão do Rio Branco.

Em seu ponto central, a praça apresenta uma estátua em homenagem ao grande diplomata brasileiro que conquistou importantes áreas territoriais que haviam sido tomadas do nosso país.

O monumento, primeira estátua erigida em homenagem ao Barão do Rio Branco no Brasil, foi feito em bronze fundido em Paris e o responsável foi o escultor Rodolfo Bernardelli, ficava, anteriormente, de frente para o norte e foi inaugurado em 13 de maio de 1914.

Em 1935, quando da reforma da praça e troca do pedestal da estátua, Raul Pont (Historiador e membro da Maçonaria) sugeriu ao responsável pela reforma, Roberto Pont, que a mesma fosse direcionada para o sol nascente, o oriente, já que o Barão também era Maçom. A sugestão também interferiu na estrutura dos “passeios”, pois se olharmos de cima, veremos na praça, nos cruzamentos dos passeios, algo parecido com a simbologia Maçom: o Esquadro e o Compasso.

Nos quatro cantos do pedestal encontravam-se placas com a inscrição:
Missões – Amapá – Acre – Oiapoque

Em frente outra placa:
O Povo de Uruguaiana 1914
1911 – Escudo brasileiro – 1921 – Escudo Uruguaio

PORQUE PRAÇA DA RENDIÇÃO

Através de relatos e pesquisas do escritor e artista plástico Carlos Fonttes, sugere-se o seguinte:

Em 18 de setembro de 1865, o Imperador Dom Pedro II, que encontrava-se em Uruguaiana com o Ministro da Guerra e Chefe do Estado Maior e mais o General Mitre da Argentina e o General Venâncio Flores do Uruguai, enviou seus subordinados ao quartel general paraguaio, instalado em Uruguaiana, próximo ao atual prédio do ICMS/Exatoria, para que entregassem ao Coronel Antônio de La Cruz Estigarribia o ultimato. Com a Diplomacia do nosso Ministro da Guerra, Ângelo Munis da Silva Ferraz (Barão de Uruguaiana), levou o comandante paraguaio a render-se incondicionalmente, preferiram esperar no local onde encontram-se as ruas Duque de Caxias e General Bento Martins, mais precisamente esquina da Praça.

O Coronel, então, dirigiu-se aos representantes do Imperador e assinou a rendição, após dirigiu-se até a região onde localiza-se o Parcão onde entregou ao Imperador Dom Pedro II, sua espada e aos representantes do Uruguai e Argentina, a bandeira do Paraguai.

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