Histórico da Fundação

HISTÓRICO DA FUNDAÇÃO DE URUGUAIANA

vista_cidade

As terras que hoje constituem o município de Uruguaiana, no início do século XVI, integravam-se na capitania de São Paulo, pois a ela estavam subordinadas todas as terras que dali se estendiam para o sul, até o Rio da Prata.

Em 1735, quando o Brigadeiro José da Silva Paes assumiu o comando da província do Rio Grande de São Pedro, mandou construir uma fortificação na entrada do canal que liga lagoa dos Patos ao Atlântico, o que possibilitou o desligamento dessa província da ingerência paulista e em 1738, passou à jurisdição do governo constituído em Santa Catarina, que abrangia os atuais territórios daquele Estado e do Rio Grande do Sul, porém na dependência da Capitânia do rio de Janeiro.

Em 1760, com a nomeação do Coronel Inácio Eloi de Madureira, para o governo do Rio Grande de São Pedro, estas terras foram desligadas da jurisdição de Santa Catarina, passando a formar uma província autônoma no período do Brasil colônia.

Das terras pertencentes ao município de Alegrete, que antes pertenciam ao de Cachoeira, é que surgiu Uruguaiana, como município independente.

A concessão mais antiga das terras na Paróquia de Uruguaiana foi feita por Dom Diogo de Souza Silveira de Souza, em 1814, entre Ibicuí e o Ibirocaí. Inúmeras outras terras foram concedidas ou compradas nesta região na época.

A partir de 1835, com o desenrolar da Revolução Farroupilha, tinha o governo republicano apoderado-0se de toda a margem do Ibicuí, daí a necessidade de fundar uma povoação à esquerda do Uruguai, conveniente tanto do ponto de vista militar como fiscal, por ser fronteira, lugar de contrabando. Tal atitude deve-se a Domingos José de Almeida.

Após uma série de diligências, foi escolhido o local, denominado “Capão do Tigre”, nas terras de Manoel Joaquim de Couto. Quem mais influiu na escolha do novo local foi o General Davi Canabarro, que era o comandante militar desta fronteira.

Pelo Decreto nº 21 de 24 de fevereiro de 1824, o general Bento Gonçalves da Silva, então Presidente da República Rio Grandense do Piratini, autorizou a criação de uma “Capela Curada” denominada “Capela do Uruguai” no “Capão do Tigre” cujo território, como o de Santana, faziam parte do 2º distrito de Alegrete.

A nova freguesia chamava-se, no início, Santana do Uruguai. A posterior demarcação das divisas da cidade e o traçado das ruas, deve-se ao Duque de Caxias e a Domingos José de Almeida.

A Lei Provincial nº 58 de 29 de maio de 1846, elevou à categoria de vila a povoação de Santana do Uruguai, a qual passou a chamar-se Uruguaiana, cabendo ao Presidente da Província marcar provisoriamente os limites do município, sendo assim desmembrado seu território do de Alegrete, a que pertencia e de onde veio uma comissão para instalar o novo município.

Pela Lei nº 898 de 06 de abril de 1847, Uruguaiana foi elevada a categoria de cidade.

Através da Lei nº 965 de 31 de março de 1875, foi criada a Comarca de Uruguaiana.

Pelo Decreto de nº 7.199 de 31 de março de 1938, foi estabelecida a divisão administrativa e judiciária do estado, pela qual o município dividiu-se em seus distritos a saber: Uruguaiana, Ibicuí, Colônia das Rosas, Plano Alto e Ipané. A sede do distrito de Ibicuí foi elevado a categoria de vila.

O fundador de Uruguaiana foi Domingos José de Almeida, que nasceu em 09 de julho de 1797 em Diamantina – MG. Homem inteligente de grande visão administrativa, foi incentivador do comércio e da indústria. Como jornalista, fundou os jornais “Brado do Sul” e “Jornal do Povo”. Entusiasta do Movimento de Emancipação, defendeu os ideais da Revolução Farroupilha. Foi eleito deputado para Assembléia Legislativa. Foi Ministro da Fazenda e do Interior. Viveu grande parte de sua vida em Pelotas, onde faleceu em 06 de maio de 1871.